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Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Cirarelli versus You Tube

Por: Hugo Lima

O que foi uma invasão de privacidade de uma famosa apresentadora de televisão se tornou um ato de censura a um canal de comunicação utilizado por milhões de brasileiros.
Após uma ação judicial que foi movida pelo namorado da apresentadora de televisão proibia que o site mais famoso de vídeos da internet tirasse o vídeo do ar. Após uma analise técnica se chegou à conclusão de que não seria possível, então a única opção seria tirar o site do ar.
Os internautas brasileiros ficaram surpresos com a mensagem que informava do bloqueio judicial que foi imposto a todos os provedores de internet do país. Essa decisão foi assinada pelo meritíssimo Juiz de Direito Dr. Lincon Antônio Andrade Moura.


A censura acabou dando mais visibilidade ao caso, inclusive o Jornal Nacional foi obrigado a cobrir o caso. Pergunto-me agora, se era para esquecer o assunto porque solicitar o bloqueio do site?
A emissora onde a apresentadora trabalha, providenciou uma nota que sua artista não tinha nenhuma relação com a tal ação. Nesse comunicado frizou que é contra a qualquer tipo de censura de meios de comunicação, pois isso impossibilita o acesso à informação.
Relembrando: o tal vídeo mostra a apresentadora e seu namorado em um “vuco-vuco” nas praias da Espanha, não poupando de beijos para lá de fotes e mãos perdidas...

Turista, uma polêmica do tupiniquim

Por: Hugo Lima




Como um futuro jornalista não poderia expressar a minha opinião de algo sem ao menos saber o porquê de tanta polêmica. No sábado fui assistir ao filme que está sendo tão criticado pelos brasileiros mais patriotas, Turista.


Não vi nada de mais, o filme faz uma denuncia ao trafico de órgãos humanos, crime praticado em todo o mundo, não sendo um caso particular do Brasil.


Afirmar que o filme denigre a imagem do país é uma conclusão precipitada, a ilha que foi utilizada nas gravações não faz nenhuma referência direta ao nosso país e muito menos a cidades turísticas como Rio de Janeiro ou qualquer praia do nordeste. Inclusive se não fosse à polêmica e os diálogos dos personagens não seria possível identificar que aquela praia é no Brasil.


As cenas são bem leves quando se comparados ao filme O Albergue que tem um enredo muito parecido. A única hora em que dá um nó no estomago é quando uma das turistas é operada viva, na cena os rins são retirados e enrolados em um pano e levados para caixas refrigeradas.


Entre as atuações brasileiras está Agles Steib que interpreta “Kiko”, um adolescente pobre que se aproveita da “inocência” dos turistas, uma cena muito particular é quando ele conversar com os turistas utilizando aquele inglês do tupiniquim. O personagem é responsável em atrair para o chalé que é utilizado como hospital para os transplantes feitos por Zamora (interpretado por Miguel Lunardi, que atualmente atua na novela Páginas da Vida, como o soro-positivo).


Um ponto negativo do filme é a participação de moradores nas gravações, como não são atores suas atuações deixaram a desejar, falo isso porque o filme foi orçado em 10 milhões de dólares, com toda essa verba não daria para contratar atores brasileiros para atuar?


Também não posso dizer que o filme não traz estereotipo, o motorista do ônibus ele cospe, xinga e dirige em alta velocidade em uma estrada má conversada e sem sinalização.


O filme não vai afastar futuros turistas ao nosso país. Nossa imagem é desgasta com cenas reais de violência contra turistas, o que dizer de arrastões feitos por bandidos em ônibus de turistas no Rio de Janeiro?


Os produtores do filme a princípio escolheram a Guatemala como plano de fundo da história, em seguida mudaram os planos e trocaram o Brasil por apresentar uma melhor infra-estrutura para as gravações, porém o país do enredo continuaria ser a Guatemala, em uma ultima reunião foi acordado que a história também iria acontecer no Brasil.


Não entendo porque os brasileiros têm esse complexo de perseguição, nosso país tem graves problemas sociais e culturais, que só serão resolvidos quando todos nós começarmos a assumir as nossas responsabilidades e parar de ficar sempre jogando a culpa para o vizinho ou pior utilizar o Jeitinho Brasileiro para resolver tudo.


Outra história....


O Albergue foi rodado na Eslováquia narrando a viagem de americanos para uma cidade onde são envolvidos em planos macabros de torturas em uma fabrica abandonada. Diferente do Brasil não ocorreu tamanha polêmica, os diretores pediram desculpas às autoridades, ao saber do pedido o presidente do país considerou as desculpas e informou que aquele seria um lado pouco visto dos islandeses em filmes.







Cenas do filme




Recomendo: Adorno

Márcio Seligmann-Silva, professor de teoria literária e literatura da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), é autor da publicação da "Folha Explica" trazendo uma analise atual dos pensamento do filosófico, apresentando 0 fracasso do pensamento filosófico e político europeu e do papel das obras de arte para o pensamento utópico atual, o livro contextualiza a formação critica do filosofo, a cronologia e sua bibliografia.

Theodor Adorno, filósofo alemão do século 20, é conhecido pelos seus pensamentos em relação à industrialização da cultura que levou a padronização e produção em série.


Outras informações:
Autor: Márcio Seligmann-Silva
Editora: Publifolha
Páginas: 112
Quanto: R$ 17,90
Onde comprar: nas principais livrarias; 0800-140090; site da Publifolha


O primeiro capitulo do livro pode ser lido abaixo:

Não é fácil a tarefa de expor o trabalho, vasto e complexo, de um autor como Theodor Ludwig Wiesengrund-Adorno. Não apenas por se tratar de uma obra não-passível de "resumir" em algumas páginas. Na verdade, a utopia que estava por trás do projeto da Encyclopédie, no século 18 --e que até hoje sustenta nossas tentativas enciclopédicas--, previa a possibilidade de arquivar todo o conhecimento da humanidade em grossos e pesados volumes, organizados em ordem temática ou alfabética.1 Adorno e muitos de seus companheiros de caminhada intelectual, como Max Horkheimer e Walter Benjamin, descartavam justamente esse modelo de saber enciclopédico.

Em primeiro lugar, porque para Adorno não existiria a possibilidade de separar, sem mais, o conteúdo da forma de uma obra. Toda tentativa de redução representaria uma traição do original - e isso não significa de modo algum que ele reduzisse a obra a uma intencionalidade primária, pura, que seu autor teria passado sem mediação para o texto.2 Nesse ponto, como veremos, Adorno seguia certa tradição de pensamento alemã, que via na forma, na apresentação (Darstellung), um momento indissociável do trabalho do conceito e da reflexão. Portanto, estaríamos correndo o risco de puxar o tapete sob nossos próprios pés ao fazer deste livro um pretenso "resumo" da obra de Adorno.

Mas a questão da "impossibilidade", sob o signo da qual nos situamos aqui, não se limita ao âmbito da crítica do conhecimento (e dos modos de sua apresentação). Adorno também foi um dos mais vigorosos críticos daquilo que ele batizou de "indústria cultural". Nesta (como ele e Max Horkheimer escreveram na Dialética do Esclarecimento, em meados dos anos 40), o saber é reduzido à mercadoria; o público, ao público-alvo consumidor; e a cultura se transforma em "pseudocultura": verniz brilhante de algo oco.

A bem da verdade, as duas questões estão intimamente ligadas. Do ponto de vista do positivismo, ou seja, de uma concepção que acredita na possibilidade de dominar e representar o mundo por meio de métodos científicos, sem deixar "restos", a apresentação é epifenomênica (desprezível) enquanto momento do processo de conhecimento. O positivismo toma a linguagem como meio neutro capaz de representar seu objeto de modo integral. Existe justamente uma cumplicidade entre essa concepção da linguagem e aquela que predomina na indústria cultural. Aqui também a linguagem é tratada como instrumento: a saber, como meio de glorificar o presente. Tanto na indústria cultural como no positivismo, não há lugar para a crítica.
A concepção de conhecimento que está na base da enciclopédia tende também a esse acordo incondicional com a realidade. Ela aceita o plano de submeter integralmente seu objeto ao discurso do sujeito de investigação e, por outro lado, nega-se a assumir o elemento discursivo desse saber. A conseqüência de tal visão é que o conhecimento se torna comemoração repetitiva do que existe: publicidade do sempre igual. Mais: a suposta neutralidade científica estende-se por sua propalada indiferença com relação à esfera política.

A crítica do positivismo revela esse modelo do saber científico como propaganda do status quo. Para Adorno, tal concepção de conhecimento (amplamente dominante no Ocidente) apenas na aparência se opõe ao que acontece no totalitarismo. Nos anos 60, ele formulou a questão com as seguintes palavras:

Se um dia o espírito for levado a passeio, como muitos certamente desejariam, se for adaptado ao gosto do freguês que domina o negócio, elegendo a inferioridade deste como pretexto para sua própria ideologia, então se terá acabado com o espírito tão radicalmente como sob o porrete fascista.

Assim como no universo totalitário e unidimensional do fascismo todos, tendencialmente, constituem o Estado-Leviatã, assim também não existe, para o positivismo, tensão entre o sujeito de conhecimento e o objeto estudado. Já para Adorno, ocorre o contrário. Contrariando o ideal positivista que prega aquela relação mecânica e abstrata entre sujeito e objeto, ele afirma que "nada pode ser extraído pela interpretação que, ao mesmo tempo, não seja também introduzido pela interpretação".5 O sujeito é parte integrante do processo de conhecimento --e este, por sua vez, não se reduz à simples análise e decomposição em partes do real, mas, antes, é encarado como interpretação.

Para Adorno, filosofia é acima de tudo "comentário e crítica", como ele escreveu em 1950 sobre seu amigo (e, de certo modo, mentor intelectual) Walter Benjamin.6 Ela só pode existir no espaço da tradição e de sua crítica calcada politicamente no presente. Nas obras de arte --musicais, literárias e plásticas--, Adorno aplicaria do modo mais original essas premissas. Para ele, a cultura não podia ser pensada separadamente da crítica; a esta cabe o papel de revelar a não-verdade da primeira.7 Assim, na Teoria Estética (sua última obra), Adorno apresentaria a estética como "a filosofia em si", e não como um campo dela, ou como a aplicação de teoremas ao universo artístico-cultural.

Numa de suas formulações lapidares, no mesmo ensaio sobre Benjamin, ele afirmou também que "sua ensaística consiste na abordagem de textos profanos como se fossem sagrados" e definiu o método do amigo como "uma desmedida entrega ao objeto": "o pensamento adere e se aferra na coisa, como se quisesse transformar-se num tatear, num cheirar, num saborear".8 O modo pelo qual surge a apresentação na obra de Benjamin também foi valorizado por Adorno, que elogiou seu princípio imagético: Benjamin construía imagens para captar, reter e criticar instantâneos da realidade, que ele surpreendia em momentos estratégicos.

Tanto a entrega ao objeto quanto esse procedimento imagético (o trabalho de construção do saber por meio da elaboração de constelações e da exploração de campos de força) marcam também a obra adorniana. Para ele, interessava não dissolver as tensões existentes entre as diversas camadas de sentido da realidade, mas antes colocá-las em perspectiva, para explicitar e explorar essas mesmas tensões. Afinal, como ele nota também com relação a Benjamin, a interpretação não pode visar a um fim pontual, pois, assim como para o Nietzsche tardio, "a verdade não é idêntica ao universal atemporal", e "tão-somente o histórico ministra a configuração do absoluto".9 A verdade tem um núcleo temporal.

A construção e a leitura das constelações e dos campos de força devem tensionar as diversas estrelas (a saber, os conceitos e suas configurações), a partir da força de gravidade que emana do presente. Adorno, ao contrário de Platão (para quem o mundo das Idéias é imutável), entroniza o efêmero e o transitório. Contra Descartes e as regras expostas nos Discours de la Méthode, o ideal não é para ele o saber "claro e distinto", mas sim a fidelidade à dúvida e à resistência dos objetos ao saber. Contra os grandes sistemas da filosofia e o desejo de construir dedutivamente um todo sem lacunas, ele prega um anti-sistema, calcado no trabalho de imagens com suas rupturas e descontinuidades: como num mosaico, a totalidade deve brilhar, num lampejo, apenas com base na visão dos fragmentos. Essa é a única fidelidade possível ao "todo".

A partir dessas idéias, tentemos agora tirar algumas conclusões sobre a tarefa que coube a este livro de apresentação à obra de Adorno. O leitor perceberá que não se quis fazer aqui, de modo algum, uma apresentação (desde sempre impossível e, portanto, fadada ao fracasso) do "todo" da "obra" de Adorno. Este trabalho foi elaborado com base em duas perspectivas: apresentar a atualidade (e, em alguns momentos, os limites) de algumas das "constelações" de grande importância no trabalho de Adorno; e, assim, indicar pistas que podem ajudar os leitores interessados a iniciar sua própria caminhada pela obra desse pensador. Nada pode substituir a leitura dos textos dele (idealmente, em alemão - dadas as complexidades arroladas).
Uma apresentação entrecortada pelo comentário justifica-se inteiramente. Afinal de contas, estaríamos caindo nas armadilhas do positivismo ao acreditar na autonomia total da obra adorniana: ela, como qualquer outra, só existe a partir de suas leituras. O comentário é não só possível, como essencial, à obra e deve ser visto como parte dela. Deve-se notar que os limites de espaço desta coleção impõem um regime rigoroso de contenção da escrita - teremos de abrir mão de penetrar em várias portas da obra de Adorno. Como ele próprio ensinou nas Minima Moralia: "Faz parte da técnica de escrever ser capaz de renunciar até mesmo a pensamentos fecundos, se a construção o exigir".

A obra de Adorno não pode ser desvinculada de sua recepção --e, nesse sentido, é importante recordar como outros comentadores, já desde o final dos anos 60 e início dos anos 70, reportam-se à relação existente entre o nascimento mais intenso do interesse por essa obra e os movimentos estudantis da década de 60. O próprio Adorno notou as semelhanças entre a rebeldia de então e a que marcara os anos 20, em seus tempos de estudante. Seus escritos serviram em parte para alimentar a rebeldia e a crítica radical da sociedade dos anos 60. Mesmo que ele próprio, como veremos, tenha estado --tragicamente-- no alvo daquela crítica, não podemos esquecer esse elemento de libertação e insatisfação profunda com o mundo que se apresenta como traço definidor de sua obra.

Uma das "estrelas" do campo de força que hoje constitui a própria obra de Adorno são suas traduções. Toda tradução é uma interpretação e atualização do "original" em determinado "aqui e agora". Neste livro, procuramos utilizar as traduções brasileiras existentes. Eventualmente, fizeram-se intervenções nelas, ou traduções a partir dos originais, participando assim da cadeia de traduções e comentários da obra de Adorno. De resto, todo este trabalho pode ser visto como uma tentativa de "traduzir" alguns momentos de tal obra.

A leitura e a discussão sérias dos trabalhos de Adorno merecem espaço muito maior do que têm recebido até agora entre nós. O pensamento de Adorno faz contribuições enormes à filosofia, à sociologia, à crítica das artes, à psicologia, à educação e a todo o amplo espectro das ciências humanas. Sua obra é daquele tipo raro que, com o passar dos anos, torna-se cada vez mais atual.


Fonte: Folha Online

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Aids - Reprodução de notícia


O HIV, vírus da aids, conhecido por sua capacidade de se mutar freqüentemente e assim driblar o sistema imunológico, também tem seu ponto fraco. E ele acaba de ser visualizado por uma equipe de cientistas americanos.
Pesquisadores da área já sabiam que a proteína gp120, presente na superfície do vírus, é estável. Ela é a responsável por se ligar às células humanas e infectá-las, e por isso não pode variar. Por conta disso, o vírus a protege até o último segundo, deixando-a exposta apenas quando ela vai se grudar em seu alvo. Ocorre que, neste momento, ela fica vulnerável ao ataque de um anticorpo específico, que pode neutralizar o HIV.
Agora, uma equipe liderada por Peter Kwong, do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, conseguiu registrar este momento de fragilidade com o uso de uma sofisticada técnica conhecida como cristalografia - uma espécie de raio X em nível molecular.
A descoberta, divulgada na edição de hoje da revista Nature, sugere que este pedaço do vírus pode funcionar como um verdadeiro calcanhar-de- aquiles do parasita e abrir caminho para o desenvolvimento de uma vacina contra a aids. E o melhor, este buraco nas defesas do HIV é comum a todas as variantes do vírus.
O que os pesquisadores perceberam é que, do mesmo modo que a gp120 se liga às células CD4 do nosso sistema imune como se uma fosse a chave e a outra a fechadura, ela também se gruda com a mesma precisão a um anticorpo conhecido como b12 - ele é um dos poucos anticorpos desenvolvidos até hoje que de fato consegue neutralizar o vírus, mas não se entendia muito bem como.
"Uma das maiores dificuldades em desenvolver uma vacina é que ainda não estava claro se de fato havia um local em que o vírus poderia ser vulnerável a um anticorpo. Agora sabemos onde é. E o b12 atua justamente se ligando a esse ponto frágil", explica Kwong ao Estado.
"Por anos, lutamos com uma triste realidade. Quanto mais aprendíamos sobre o vírus, mais percebíamos quantos níveis de defesa ele tem contra os ataques do sistema imune. Agora nosso trabalho mostra como o b12 é capaz de neutralizar o HIV. Identificamos um ponto de fragilidade onde vários cientistas podem focar agora para desenvolver uma vacina."
O pesquisador brasileiro Ernesto Marques Júnior, que trabalha no desenvolvimento de uma vacina contra o HIV no Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães, unidade da Fiocruz em Pernambuco, considerou a descoberta um grande avanço, mas lembra que ainda falta muito até chegarmos a uma vacina. "Eles realmente localizaram o tendão de Aquiles, agora acertar a flecha ali é outra história", ponderou.
Brasil tenta criar tratamento
Pesquisadores da Fiocruz de Pernambuco receberam uma verba de R$ 2 milhões do Ministério da Saúde para dar continuidade às pesquisas de desenvolvimento de uma vacina contra o HIV. Usando vírus inativos do próprio indivíduo infectado, associados às células dendríticas do sistema imune - as responsáveis por organizar a ação das demais -, eles já conseguiram reduzir em até 80% a presença do vírus em voluntários. No entanto, explica Ernesto Marques Júnior, nessa forma inicial a vacina é individualizada, o que não resolve o problema. Na segunda etapa da pesquisa, a equipe quer simplificar o processo, e ao mesmo tempo, torná-lo mais abrangente.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

São Paulo

Por: Hugo Lima


Na ultima quinta-feira uma das cidades mais importantes do mundo completou 453 anos.
Falar de São Paulo é muito complexo, uma cidade que tem diferenças culturais, sociais e econômicas agudas. Diferenças que a torna uma cidade cruel para aqueles que não tem oportunidade e do outro lado da história, uma cidade de oportunidades e de muito dinheiro, já que ela está entre os pólos econômicos do mundo.
A cidade enfrenta grandes desafios como à dificuldade de se locomover, os habitantes não dispõe de um sistema integrado de transporte de massa, grande parte desse sistema é realizado por corredores de ônibus. A solução seria a ampliação das linhas de metrô, porém essa solução é cara e demorada, além de depender de recursos do governo federal e estadual, que são influenciados por interesses políticos.
A violência que encontramos nas ruas deixa uma marca negativa na cidade. Esse problema só será resolvido com investimentos em educação e cultura em regiões da periferia da cidade. A ex-prefeita Marta Suplicy implantou em sua gestão uma “super-escola”, intitulada como CEU (Centro Educacional Unificado), que dispõe de uma infra-estrutura voltada para a educação, cultura e esporte em bairros onde o a esses mecanismos de inclusão social é historicamente difícil, seja pela distancia ou mesmo por falta de investimento do poder público.
Mas essa cidade cheia de contrastes tem estrutura de cultura e lazer em bairros onde a renda per capita de seus moradores é alta, podendo ser comparado com a população de países de primeiro mundo.
A gastronomia é reconhecida em todo mundo, a pizza de São Paulo é considerada uma das mais saborosas, o consumo semanal é de aproximadamente 170 mil pizzas.

Presentes
A gestão atual “presenteou” entregou a Praça da Sé reformada. Segundo o site da própria prefeitura de São Paulo, o principal objetivo da obra foi recuperar a circulação de pessoas, o projeto rebaixou áreas para facilitar a circulação de visitantes com alguma dificuldade de locomoção com a construção de rampas de acesso, o investimento foi em torno de 4 milhões de reais. Outras duas obras que estavam nos planos de serem entregues no aniversário, a praça da Republica e o Expresso Tiradentes, porem imprevistos adiou a entrega das obras.
O transporte de massa recebeu um reforço de 435 novos ônibus, adaptados para facilitar o acesso de portadores de deficiência física.
E nesse mundo de contraste com passo boa parte da minha vida, e confesso não consigo imaginar São Paulo sem trânsito, sem o barulho de ambulâncias tão comum em um horário de pico, esse é o jeito da uma cidade com tamanho de país e com coração de cidade pequena.